sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Cria-se uma crônica com dicas dé língua portuguesa!

fonte:http://www.gruposulnews.com.br/edicoes.php

EM DIA COM A LÍNGUA! Cria-se uma coluna com dicas de língua portuguesa!

Caro leitor do jornal Gazeta de Santo Amaro, possivelmente,  ao folhear o jornal,  você já tenha notado a existência desta nova coluna. Gostaria de me apresentar: sou  Ivete Irene e, além de leitora do jornal, moradora da região, sou professora de Língua, Literatura e Redação, e a exemplo de escritores ou educadores colunistas de outros jornais e revistas quero, humildemente, compartilhar dúvidas e conhecimentos sobre a Língua Portuguesa, para ficarmos EM DIA COM A LÍNGUA!

Mesmo sendo a nossa língua pátria, com a qual nos comunicamos com amigos, com nossos familiares, a qual utilizamos no meio profissional, quantas vezes não ficamos inseguros sobre a correção ou a adequação do que estamos falando ou escrevendo ?

Será que aquela propaganda estava correta? Será que é “mau” com “u” ou com “l”? Nessa frase o correto é “despercebido” ou “desapercebido”? É “ cerveja que desce redondo” ou “cerveja que desce redonda?” Vou trocar o “auto-falante” ou o”alto-falante”? “Carrossel” tem a ver com “carro” e “céu”? Qual a origem da palavra “salário”? Por  que “estender” é com “s”, mas “extenso” é com “x”? O  “politicamente correto” é usar a palavra “deficiente” ou “portador de necessidades especiais”?

A coluna não será uma aula formal, será uma conversa na qual serão apresentadas dicas práticas e reflexões a partir de situações do cotidiano, com exemplos de trechos de músicas, de propagandas, de poesias, de frases de caminhões, de placas, de trechos de novelas, de “palavras que estão na boca do povo” e até mesmo de dúvidas citadas pelos leitores, por e-mail.

Que tal começarmos  nossa reflexão? Você já pensou sobre a nova grafia?

Com certeza, a regra mais fácil corresponda à eliminação do trema. Pouco lembrado na grafia de textos escritos à mão, agora sua eliminação é oficial, deve  permanecer apenas em palavras de origem estrangeira. Outra alteração que talvez passe despercebida é a incorporação das letras “k”, “y” e “w” ao nosso alfabeto, pois vários estrangeirismos que utilizam essas letras já fazem parte do vocabulário dos falantes. 

Outra regra fácil de interiorizar é “não há mais acento em  letras duplicadas” , portanto  palavras como “voo”, “zoo”, “coo”, “leem”, “veem”, “creem” não levam mais acento. Mas é preciso não confundir com outra regra: “permanece o acento diferencial nos verbos de 3ª pessoa do plural”, ou seja, (Eles) vêm, (Eles) têm, (Eles) contêm, para não serem confundidos com a forma singular, recebem o acento circunflexo, carinhosamente chamado de “chapeuzinho”.

E quanto ao acento agudo? Você já percebeu que “ideia”, “paranoico”, “colmeia”, entre outras palavras, não recebem mais acento? E os termos “pôr”, “pára”, “pêra”, “fôrma”? Continuam com o acento diferencial?

Termino esta coluna de apresentação com várias interrogações que serão discutidas ao longo das edições. Aguardo você na próxima coluna, com a continuação do  tema  Nova regra ortográfica.

Edição 2690 - 02 a 08 de novembro de 2012 página 8 http://www.gruposulnews.com.br/edicoes.php

sexta-feira, 14 de maio de 2010

AFILHANDO

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à Thaíse, pela existência em minha vida



Eu também a esperei
Mesmo sendo tão inesperada
Eu não podia ser tia,
Não era parente
Mas a tomei como filha
A fiz afilhada
E eu meio madrinha
Queria ser fada
Fazê-la feliz
Fazer um mundo feliz e melhor para ela
Para eles


Não a quero sozinha


Quero um mundo de coisas
Várias coisas do mundo
Para você
Que inesperadamente
Brilha os olhos com meus contos,minhas poesias,
Não sabe você,
Oh doce personagem de um conto de fadas.


Feliz aniversário!!!!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ArDORES da Alma

Ao Adnan



Mesmo com os braços quebrados não estarei impedido de voar

Mesmo com os pés quebrados não estou impedido de traçar caminhos novos

Mesmo com a dor no corpo, não estou impedido de sorrir

Mesmo sem falar, ainda tenho o meu pensamento

Mesmo com limites tenho a minha imaginação

Mesmo desconhecido, já faço parte

E fazendo parte, já sou história

Mesmo deixando de existir, eu sou uma lembrança

E sendo lembrança, serei saudade

Sendo saudade, eu já voei e trilhei o melhor caminho

E ao invés de lágrimas, fiz-me sorriso...

domingo, 18 de abril de 2010

À amiga Sandra Alves Feliz Aniversário

À AMIGA



De repente estava ali
Fazendo parte da minha vida
Como são os amigos, sorrateiros, envolventes
Furtam, com a permissão de deus, a onipresença
Pois sempre aparecem quando precisamos
Numa precisão do momento exato

Sem parecer não ter saído do lado
E ao mesmo tempo, sem nos sufocar
Pois nos ensinam o que é liberdade

Ensinam o valor do mais verdadeiro amor
E pela amizade nos faz parentes
Parceiros,
Assim, a caminhada, fica mais agradável, mesmo em meio a estrada deserta



 
 

Quando a conheci, de repente me dei conta que éramos amigas
Via outras coisas
Pois você me ajudava a vê-las
É das qualidades que me lembro
É com saudade que me lembro.
Por isso, foi só numa fala sua que percebi:
“Gosto mais da minha mão direita do que da esquerda”
E aí me dei conta que nunca tinha notado
A diferença entre suas mãos
Por que os amigos, assim como os apaixonados,
Talvez porque amizade seja um tipo de paixão
Vê outras coisas
Via nossas conversas
Juntando as moedas para ir ao cinema

Divisão de marmitas
Confissões, confidências
Aquelas que ainda hoje fazem você tão presente em minha vida,
Minha amiga.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

À Amada

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Tinha que ter esse nome

Um n a mais,

Nasalando,

Ninando,

Mimando.

A Substância do que és.

Podia se chamar também Estela, estrela

Luz irradiada do passado

Visivelmente presentificada

Não, não é uma mulher comum

Mas podia se chamar Maria

Exemplo daquelas tantas marias citadas

Que lutaram, que foram humilhadas

Que persistiram

Sim, talvez exista um nome sinônimo de teimosa,

Transgressora, rebelde,

Aos olhos dos olhos

Pois aos olhos de si mesma

Amada

Nome adjetivo

Verbo no gerúndio

Fe- minina.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

FÁBULA REDUZIDA

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Um olha e vê a lagarta


Outro olha e vê a lagarta


Um outro olha e já vê a borboleta.

quarta-feira, 24 de março de 2010

INFÂNCIA EM CONTOS AMAZÔNICOS

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Provavelmente, (para os outros), o fato mais poético de minha vida
Seja ter me criado na rua Contos Amazônicos
Subúrbio, periferia de São Paulo.

Mas não é assim que defino minha rua.
Rua de fazer e viver poesias
Rua de brincar de corda
Emprestando minha mãe
Que tinha o dom de transformar coisas em brinquedos


...


Eu crescia...
Brincava de vivo ou morto
Sem preocupação com a violência
(esta não existia)


Subia em árvores
Sonhava-as edifícios
Nunca me preocupei em ser chamada maria moleque
Ser criança é ser sobrecomum


Não, não sinto uma saudade nostálgica da infância
Vivia ...vivi-a
E as vezes ainda encontro comigo


Ainda moro nos contos amazônicos
(17/04/02)


Poesia exposta no evento MULHERES EM POESIA


(17/04/02)

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